Arquivo de Novembro, 2008

O mundo da criançada é vasto e complicado…

Os adultos adoram complicar ainda mais.

Prestava eu 5 minutos (de um total de 30, aproximadamente) aos anúncios publicitários do Canal Panda na perspectiva de encontrar alguma sugestão barata para premiar os pirralhos de casa com uma prenda pela forma como ainda não foi este ano que me levaram ao esgotamento, apesar de, se quisessem, facilmente me rebentavam uma veia daquelas que irriga o meu maravilhoso e modesto cérebro, quando fui obrigado a desistir.

Não é que agora se anunciam e vendem bonecos que arrotam e largam fonas, como se fosse a melhor coisa do mundo!!!!!!!!!!!

Que m…. é esta. O que é que vem a seguir. A Barbie Prostituta. O Ken Que bate na Barbie Quando Chega Bêbado a Casa. O Action Man Larilas (se bem que este já parece que com aquela postura exagerada de macho é para disfarçar alguma coisa). O Spider-Man Toxicodependente.

Cortem lá com a realidade, deixem lá as criancinhas chegarem à idade de casar e ter filhos sem que lhes dêem um vislumbre do que as espera, senão nunca mais recuperamos a população. Se as começamos a mentalizar que os seus futuros filhos são apenas uns pequenos seres que berram para comer, berram para arrotar, berram para borrar-se até ao meio das costas, vamos ter uma geração de tios e tias.

Voltem lá com a bonecada que é tão simples que apenas podemos mexer os braços e as pernas em direcções limitadas, e que a única coisa que têm de polémico é o facto de a se especular se as mamas da Barbie são de um tamanho normal ou exagerado.

Cumprimentos

Quantas vezes a minha mulher mexeu na caixa de ferramentas cá de casa?

Uma.

No dia em que a trouxe para casa para que o Homem, aqueles seres com o verdadeiro poder de manejar o instrumento como ninguém, tratarem de coisas que exigem coordenação motora acima das suas capacidades de ser sensível e agradável à vista (e tacto).

Cumprimentos e que nenhuma ferramenta vinda do espaço vos caia na tóla.

Pois é, finalmente se vê a promoção de um desporto com grande futuro, ao nível das escolas.

O número de crianças obesas que por aí andam, e as refeições que servem nas escolas aos nossos filhos e amigos assim o exigiam.

Um desporto que para além do exercício físico, trouxesse grande prazer à juventude era difícil de encontrar, ainda por cima aliado a benefícios nas áreas de coordenação motora dos membros superiores e da acuidade visual.

Prevejo que em breve este desporto extravase o nível escolar e passe para o âmbito dos trabalhadores, reformados, etc. Quem sabe este não será um desporto a nível nacional com prémios para os melhores classificados até se podendo tornar numa modalidade Olímpica.

Ah, tinha-me esquecido de mencionar o nome do novo desporto…

TIRO AO MINISTRO (1ª Divisão)

TIRO AO SECRETÁRIO DE ESTADO (Divisão de honra)

O outro lado…

Posted: 07/11/2008 in Geral
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Tendo vivido esta pequena aventura na 2ª pessoa, tenho-vos a dizer que se há coisas que me chateiam, são as falhas de comunicação (no verdadeiro sentido das palavras). Então se essas falhas de comunicação são derivadas da falta de lógica, de reflexão ou, como neste caso, de falta de senso comum, leva-me o espírito aos arames.

Imaginem uma pessoa a entrar na urgência de um Hospital central de uma cidade razoável, meia perdida porque fizeram umas obritas desde a última vez que esteve lá sentado, e como tal dirige-se ao Guichet das informações na tentativa de saber alguma coisa sobre a pessoa que tinha entrado há algum tempo num estado aparatoso,… parecido com o das séries televisivas de hospitais em que todo o tipo de doença e acidente acontece às pessoas apenas num dia.

Depois de lutar para conseguir distinguir quem estava na fila para a admissão e informação de doentes e quem apenas aguardava, na esperança sádica de tentar ver se algum acidentado deixava cair um qualquer membro fora das macas para ser o primeiro a apanhar, lá consegui chegar junto da menina do guichet com um vidro daqueles que não mudam de estética desde que me lembro (e eu tenho milhares de anos), que têm um recorte redondo com uma circunferência em vidro, igualmente redonda, afastada cerca de 10cm’s.

Entretanto chega um casal com uma filha que apesar da boa aparência, fazia um barulho equivalente ao da feira de Custóias em hora de ponta ao Sábado. Tudo isto somado ao burburinho das pessoas sádicas que apesar de estarem numa zona em que é proibido buzinar, fazem mais barulho que um Intercidades a passar num apeadeiro.

Eu: – Vinha pedir para acompanhar uma pessoa que entrou para a urgência há algum tempo.

POL (Pessoa do Outro Lado): – Hmmm…Hmmm…H….Hmmm.

Eu: – Desculpe, não consegui ouvir.

POL (tentando falar mais alto): – Hmmm…Hmmm… nome.. hmmm

Eu: – O meu?

POL (abanando a cabeça negativamente): – Hmmmmmm, hmm hmm hmm.

Lá dou eu o nome da acidentada.

POL (apontando para a sala de espera): – hmmm hhmmm um bocado hmmmm chamado hmmm hmmm.

Eu (quase introduzindo a orelha no espaço entre os vidros): – Podia repetir.

POL (revirando os olhos como se fosse alguém possuído): Vai aguardar na sala um bocado até ser chamado pelo serviço informativo.

Eu: Ah, Ok, obrigado.

Conclusão: Ex.mos Senhores Construtores e Gestores de pessoas do outro lado, não seria mal visto se, em vez de colocar um microfone do lado do ruído e um altifalante no interior do guichet onde está tudo calmo (como acontecia neste local), se pensassem um bocado e fizesse precisamente o contrário, de modo a que as pessoas que estão do lado do ruído conseguissem perceber quem está do outro lado, talvez melhorasse as condições de comunicação. Ou então percam a cabeça e comprem um intercomunicador para que não haja queixas dos trabalhadores quanto às condições do trabalho. Ou ainda, caso queiram ser extravagantes e diminuir o desemprego, podem até instalar um vidro à prova de som sem aberturas e colocar um especialista em linguagem gestual de cada lado para ir transmitindo o que cada um quer.

Apesar do exemplo ser passado no Hospital de S. João, posso garantir-vos que se passa em muitos outros locais onde existem pessoas dentro de aquários.

Cumprimentos

A nossa Crise… e o povo

Posted: 02/11/2008 in Geral

Nem sequer ia falar deste assunto triste e previsível, se não houvesse uma abécula que dá pelo nome de Augusto Morais e diz-se Presidente da Associação Nacional das Pequenas e Medias Empresas (ANPME’s).

Não é que este senhor (para não começar logo pelo insulto) que nunca deve ter sabido o que é ter que trabalhar para sobreviver, vem a público com semelhante descaramento afirmar que pondera aconselhar os seus associados a não renovar os contratos, caso o Governo insista em confirmar o acordado em concertação social e manter os aumentos de salário mínimo já negociados no ano passado.

Mas quem é que este estafermo pensa que é? Como é que se admite que este senhor, que pretende ver milhares de pessoas, e suas respectivas famílias, sofrer e penar com a falta de dinheiro, diga este tipo de enormidades e não haja uma policia que lhe faça uma visita para o levar para interrogatório debaixo de porrada enquanto o motorista faz um desvio de 74 Km’s para que a porrada se prolongue por mais tempo.

Anda-se por aí com grande polémica por causa de uns cartazes numas rotundas, com grandes alaridos porque uns gajos querem casar com outros gajos (e gajas com gajas), a fazer um bruuuaaahhh imenso por causa de uns cêntimos no gasóleo (principalmente aqueles que foram buscar grandes TDI’s que só gastam 12l /100km’s porque um 1,2 a gasolina não deitava fumo suficiente pelo escape) e quando um destes anormais vem ameaçar com um genocídio à escala global das pessoas mais pobres deste país não há ninguém que o ponha na linha. Que raio de coerência é esta.

Antigamente por muito menos mandava-se empalar um assassino Empalamento

ou usava-se engenhosos instrumentos que os convenciam que os actos tomados não tinham sido os mais correctos (ainda que acertados)Instrumentos de tortura

e com este senhor não há nenhuma tomada de posição.

As pessoas estão fartas de ser sacrificadas. No tempo das vacas gordas não se aumentavam muito os salários para não prejudicar o desenvolvimento das empresas (que iam engordando). O povo baixava as calças e seguia em frente.

No tempo de incerteza, não se aumentavam os salários para não criar uma crise no tecido empresarial (que estava gordinho e assim se queria manter). O povo baixava as calças e seguia em frente.

No tempo das vacas magras, vem este camelo dizer que aqueles que têm 400 € por mês e que gastam metade em medicamentos e outro tanto para alimentar os filhos e pagar as contas, já estão muito bem assim e que não convém se habituarem agora a comer mais meia refeição por dia porque os senhores que EXPLORAM estas pessoas não têm mais 300 € por ANO para pagar em salários.

Nenhuma dessas pessoas produz apenas 400€ por mês meus senhores e sim em época de crise são as empresas e o estado que pagam a crise (pois já não conseguem tirar mais da classe média e baixa) da mesma forma que colhem os lucros nas outras ocasiões. A mentalidade rasca desta geração de empresários da treta é que julga que ainda estamos no tempo de escravatura e quando a empresa dá para o TDI e manter a governanta em casa, todos caladinhos…, quando o TDI começa a ter um depósito muito grande vamos pela via mais fácil,… atirar o desgraçado para a viela.

É por isso que isto não muda nunca. E o problema é que ainda há quem pactue com este tipo de coisas. O povo baixa as calças…

Cumprimentos

UBUNTU 8.10

Posted: 01/11/2008 in Linux
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Deixando mesmo para os últimos dias do mês usual para lançamento das versões X.10, o pessoal que desenvolve o Ubuntu, a quem eu envio os meus agradecimentos e presto homenagem, colocou à disposição a vesrsão 8.10 conhecida previamente como “Intrepid Ibex” (cuja fotografia à representa um valoroso representante desta raça – Ibex) e dizem eles apresenta várias novidades.

Apesar das melhorias na actualização das versões do software que incorpora este sistema operativo, espero que tenham melhorado muito a aplicação Flash e a integração deste com o Firefox, pois é a única coisa que me deixa um pouco passado na versão anterior. Mal tenha tempo disponível faço um upgrade e se valer a pena teço alguns comentários. Aconselho a quem goste de novidades e não se importe de ter que pesquisar um pouco para, por vezes, se desenrascar a instalar. Para muitos era uma maneira de não ensinar os filhos a visitar sites cheios de vírus para arranjar “craks” para o software proprietário mas sim um incentivo à pesquisa e desenvolvimento mental.

Cumprimentos