Arquivo de Março, 2007

Já repararam naquilo que nos querem fazer crer que nós somos. É verdade, alguém anda por aí a impingir a ideia que somos um país de caceteiros. Caceteiro, para quem não é da minha terra, é o gajo que dá sarrafada em tudo o que mexe, bate, tem entradas perigosas (tipo o Petit), se bem que podia perfeitamente ser o homem que vende cacetes (tipo de pão).

A teoria da conspiração que acabei de descrever assenta perfeitamente naquilo que se constata no dia a dia (deve ter sido daí que tirei as conclusões, ou então foi algum sonho), senão veja-se as noticias. É tudo derivado da violência.

Começou há uns tempos atrás quando uns ingleses quaisquer, que julgavam que sabiam jogar futebol, nos acusaram disso mesmo, ser caceteiros (e nós só tínhamos o Petit nessa Selecção, porque o Paulinho Santos já tinha acabado a carreira há imenso tempo) e desde essa altura tem sido um descalabro, então recentemente é uma festa.

Funcionários da Empresa Pereira da Costa, manifestam-se em frente às instalações na esperança que aquilo que lá está dentro sirva para pagar aquilo a que têm direito e recebem aquilo que menos esperavam. Carga Policial

Professores vão descansados dar as suas aulas e quando menos esperam têm uns carinhosos pais que resolvem fazer fazer deles saco de porrada para aliviar o stress.

Selecção Portuguesa de Rugby, chega pela primeira vez a um mundial, que como se sabe é um desporto de caceteiros (Parabéns a eles, já agora)

E não acaba aqui, chega uma selecção de futebol de um país qualquer lá da terra do Van Damme (conhecido caceteiro) ao nosso aeroporto e mal põem os pés em terra toca a distribuir cacetada como se de um cumprimento se tratasse.

Confusão na Universidade Independente, em vez de se resolver as coisas nos tribunais como gente civilizada, nada disso… contrata-se seguranças privados de um lado e de outro e toca a ver quais deles merecem o dinheiro que cobram.

Até as tias de Cascais, horror dos horrores, já se metem no meio da selvajaria. Vai a tia Maria José Nogueira Pinto descansada para um conselho nacional para levar porrada,… não pode ser. E o cobarde que supostamente a agrediu? Precisava de ter 100 pessoas a defendê-lo, ainda que seja como testemunhas? Mulheres a encabeçar a lista, ainda por cima. O CDS é algum partido de “frutinhas”? (OK, mantenham esta pergunta em “stand-by” até se saber os resultados obtidos pelo Paulo Portas).

Onde é que vamos chegar a seguir. Ao exemplo de Taiwan, que volta e meia anda nas noticias de todo o mundo pelas cenas cómicas de porrada no parlamento? Espero que sim, pelo menos dava algum interesse às entediantes sessões do parlamento.

Um amigável gancho de direita para todos.

Torrent this…

Posted: 13/03/2007 in Software Livre

É para mim o mais forte, simples e eficaz cliente BitTorrent de sempre. Não sabem quem é, eu digo, é o µTorrent e pode ser retirado deste endereço.

Para que serve? hmmm… pensei que toda a gente sabia! Ok, eu explico.

Sabem aquele filme (caseiro) ou aquela série que dá fora de horas (daquelas que não têm direitos de autor) e que perderam um episódio (ou não estão para esperar meio ano para ver) que gostariam de (re)ver e que já ouviram em qualquer sítio que se podia tirar da internet sem dar cabo do orçamento familiar, uma vez que o governo já se encarrega disso?

Pois é, é para isso que ele serve (entre outras coisas também legais 😀 que podem encontrar). Basta uma ligação ligeiramente rápida (DSL, Cabo), um “tracker” (que não é mais que um servidor onde está armazenada informação de quem tem que filmes ou séries) de preferência público, e alguma paciência e temos o que andávamos à procura.

Este programa tanto se instala no PC como funciona sem problemas apenas como mais uma pasta, com a sua versão “Standalone”.

No menu Opções>Preferências temos apenas que configurar meia dúzia de parâmetros e o nosso µTorrent está pronto a funcionar. Na parte “transferências” escolham onde colocar os ficheiros e na “ligação” limitem a taxa de recepção e envio (a uma máximo de 75% das capacidades da linha) para não prejudicar quando navegam na internet. Em “encriptação” tirem o visto a “activar DHT”. Ahh… no “geral” definam a linguagem para Português como é óbvio.

Para fazer o programa funcionar só precisam de um pequeno ficheiro com a extensão .torrent que é o que tem as informações do ficheiro que vão fazer o download.

Para isso tal como falei, fazem-se buscas aos trackers públicos, por exemplo o ThePirateBay, IsoHunt, Mininova (está pela minha ordem de preferência mas voçês decidam, existem muitos mais) encontrar o que procuram e fazer click no link do torrent. Depois é só escolher abrir com o µTorrent e deixar funcionar.

Caso tenham router, é necessário abrir a porta que indicam nas preferências>ligação senão não levam nada.

Experimentem outros (Azureus, BitComet, etc.), eu gostei mais deste.

Cumprimentos

A Bela… M*rda

Posted: 12/03/2007 in Geral

Provavelmente o ilustre visitante nem saberá do que estou a falar e se for o caso recomendo que assim continue pois mais vale, neste caso, continuar na ignorância.

Ontem estreou-se na TV dos tristes (TVI) um programa que me despertou a curiosidade. A Bela… e o Mestre.

O nome nem é assim muito apelativo, a historia da série nem é por aí além visto se tratar de um tipo de mostruário televisivo que sempre deplorei (Reality-Shows) e apenas se trata de juntar um grupo de gajas que têm como melhores companheiros o espelho e o estojo de maquilhagem e um grupo de gajos que supostamente seriam “Geeks” e que a versão tuga os transformou em “Mestres”, bem como continuo com deficit de tempo para ver programas de televisão. E então?… Perguntam voçês, qual era a curiosidade? A curiosidade está em que sendo eu um acompanhante assíduo da série original passada nos States, quis ver a “qualidade” de mais uma adaptação à realidade nacional.

beauty-and-the-geek.jpg

Não sei como explicar mas a série que passa nos estados unidos e que acompanho desde a primeira época (tendo já acabado a 3ª) tem alguma qualidade para entreter (não sendo programa maravilhoso dá para passar o tempo) e não é o típico reality show que temos conhecimento (tipo Big Brother). Já nem sei como cheguei ao conhecimento dessa série mas penso que fiz download (por intermédio do cliente torrent ou emule já que as séries estão por aí disponíveis e é a única maneira de as vermos por cá) do 1º episódio (normalmente chamados pilot), como sempre faço quando quero julgar por mim próprio as séries que escolho ver, e acabou por me despertar o interesse.

É uma série bem conseguida, com humor, com quezílias e até aqueles momentos para os mais sensíveis aproveitarem a largar a lágrima.

Já a versão adaptada para a Inglaterra não gostei muito, embora no seu essencial seguisse o modelo original e traduzisse um pouco a mentalidade britânica, mas esta versão TUGA é absolutamente deplorável para quem conhece a ideia base.

Os apresentadores são do pior que há. Um dos melhores aspectos que tem a série nos EUA é o facto de o apresentador ter uma influência mínima no programa limitando-se a comunicar com um rosto sem emoção, as tarefas ou colocar as perguntas que os eliminam ou os mantêm na casa (na versão UK esta personagem é um mordomo que nem sequer fala limitando-se a deixar pela casa papeis com as tarefas ou apresentando-as numa bandeja reunindo o pessoal com uma pancada num gongo) sendo que muitos dos comentários às situações são feitos na 1ª pessoa, pelos próprios concorrentes. Aqui tínhamos que ter os verdadeiros idiotas com problemas de afecto e com alguma necessidade de atenção que não se importam de transformar em perfeitos palhaços para tomar algum protagonismo.

A Casa deveria ser uma verdadeira Mansão.

Júri,… mas de onde veio esta ideia perfeitamente idiota. A ideia original é perfeita. Duas tarefas, uma para as mulheres, consistindo em realizar tarefas que requerem inteligência (não do estilo mostrar fotos do Saramago e do Woody Allen) e outra para os homens que requer estilo ou jeito, 2 vencedores que escolhem outras 2 equipas que irão disputar entre si com perguntas sobre as tarefas que acabaram de realizar quem fica e quem sai. Mas para que raio serve um júri, para dar mais uns “caches” aos chamados VIP’s das revistas cor de rosa?

Plateia na recepção aos concorrentes, que gritam que nem maluquinhos? Onde está o ambiente silencioso e constrangedor para os “mestres” que fazia qualquer destes elementos se remeter à sua insignificância e corar de vergonha?

Ligações em directo? Que m*rda é esta? O Big Brother? Na série original só há 1 episódio semanal e com imagens tratadas como se de um resumo das partes interessantes e relevantes do jogo se tratasse.

Votações pelo telefone para expulsar um casal? Mas esta porcaria é um concurso de popularidade ou uma demonstração de que realmente uma “espécie” e outra podem aprender qualquer coisa mutuamente (ideia do original).

Fraco, muito fraco.