A nossa Crise… e o povo

Nem sequer ia falar deste assunto triste e previsível, se não houvesse uma abécula que dá pelo nome de Augusto Morais e diz-se Presidente da Associação Nacional das Pequenas e Medias Empresas (ANPME’s).

Não é que este senhor (para não começar logo pelo insulto) que nunca deve ter sabido o que é ter que trabalhar para sobreviver, vem a público com semelhante descaramento afirmar que pondera aconselhar os seus associados a não renovar os contratos, caso o Governo insista em confirmar o acordado em concertação social e manter os aumentos de salário mínimo já negociados no ano passado.

Mas quem é que este estafermo pensa que é? Como é que se admite que este senhor, que pretende ver milhares de pessoas, e suas respectivas famílias, sofrer e penar com a falta de dinheiro, diga este tipo de enormidades e não haja uma policia que lhe faça uma visita para o levar para interrogatório debaixo de porrada enquanto o motorista faz um desvio de 74 Km’s para que a porrada se prolongue por mais tempo.

Anda-se por aí com grande polémica por causa de uns cartazes numas rotundas, com grandes alaridos porque uns gajos querem casar com outros gajos (e gajas com gajas), a fazer um bruuuaaahhh imenso por causa de uns cêntimos no gasóleo (principalmente aqueles que foram buscar grandes TDI’s que só gastam 12l /100km’s porque um 1,2 a gasolina não deitava fumo suficiente pelo escape) e quando um destes anormais vem ameaçar com um genocídio à escala global das pessoas mais pobres deste país não há ninguém que o ponha na linha. Que raio de coerência é esta.

Antigamente por muito menos mandava-se empalar um assassino Empalamento

ou usava-se engenhosos instrumentos que os convenciam que os actos tomados não tinham sido os mais correctos (ainda que acertados)Instrumentos de tortura

e com este senhor não há nenhuma tomada de posição.

As pessoas estão fartas de ser sacrificadas. No tempo das vacas gordas não se aumentavam muito os salários para não prejudicar o desenvolvimento das empresas (que iam engordando). O povo baixava as calças e seguia em frente.

No tempo de incerteza, não se aumentavam os salários para não criar uma crise no tecido empresarial (que estava gordinho e assim se queria manter). O povo baixava as calças e seguia em frente.

No tempo das vacas magras, vem este camelo dizer que aqueles que têm 400 € por mês e que gastam metade em medicamentos e outro tanto para alimentar os filhos e pagar as contas, já estão muito bem assim e que não convém se habituarem agora a comer mais meia refeição por dia porque os senhores que EXPLORAM estas pessoas não têm mais 300 € por ANO para pagar em salários.

Nenhuma dessas pessoas produz apenas 400€ por mês meus senhores e sim em época de crise são as empresas e o estado que pagam a crise (pois já não conseguem tirar mais da classe média e baixa) da mesma forma que colhem os lucros nas outras ocasiões. A mentalidade rasca desta geração de empresários da treta é que julga que ainda estamos no tempo de escravatura e quando a empresa dá para o TDI e manter a governanta em casa, todos caladinhos…, quando o TDI começa a ter um depósito muito grande vamos pela via mais fácil,… atirar o desgraçado para a viela.

É por isso que isto não muda nunca. E o problema é que ainda há quem pactue com este tipo de coisas. O povo baixa as calças…

Cumprimentos

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2 Comments on “A nossa Crise… e o povo”

  1. anonima Says:

    e dá o cu!
    E então, isso até está na moda.
    Permita-me só um pequeno reparo, caro senhor: quando a pessoa gasta mais de metade do ordenado na farmácia, o melhor seria gastar um salário inteiro e comprar medicamentos que chegue para se matar….

  2. Nelson Says:

    Isto de ter que baixar as calças, é uma imagem que não me está a agradar… o que é certo é que estou constantemente a ser fod***, por gajos como esse “bur d`amerda”!!!
    E que tal se arranjassemos um puro lusitano para o cobrir… talvez os 300 aérios por ano dessem para investir num “andar novo”, ou então, como já estamos perto do natal, porque não plantar-lhe um pinheiro no cú???
    Eu ofereço as luzes…


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