2007…

Para não maçar com os meus problemas pessoais e daquilo que de mau aconteceu este ano, como existem milhares de Blogs por aí a fazer nesta altura do ano, vou apenas referir o que me aconteceu de bom… Não morreu ninguém na família e eu ainda estou vivo, como podem comprovar por mais um artigo estúpido que ninguém conseguiria superar.

Para quem esperava mais, não há. A lista acaba por aqui, apesar dos Fócrates (esta tecla S não quis ir para o sitio correcto) desta vida virem dizer para os meios de comunicação social que tudo está bem no País da Maravilhas (com excepção dos aumentos salariais que por uma razão que não se entende não acompanha o discurso). Onde o desemprego não aumenta porque estão todos em Espanha a passar férias (vão ao Domingo e voltam na Sexta). Onde se gastam milhões em meia dúzia de palhaçadas para receber uma dúzia de palhaços que até trazem as tendas (pelo menos 1 para a alegoria ser exacta) e depois ficamos todos muito orgulhosos disso porque existem mais 7 europeus numa ilha remota da Grécia onde apenas recentemente chegou a electricidade, que sabem que Portugal faz parte da UE. Onde as juntas médicas fazem o papel de carniceiros do governo para evitar mais uns euros de reforma por mês que mal dão para os medicamentos, e assim pagar apenas o subsídio de desemprego a mais uma pessoa (eventualmente mais jovem) que iria ocupar o lugar, porque é significativamente mais barato à segurança social e dura só ano e meio (ou menos).

Nem falo da saúde, educação, aumentos de bens essenciais previstos já para Janeiro para não ser ainda mais deprimente.
Não,… não sou um desempregado descontente com a vida e com as pessoas que supostamente deveriam ser socialistas. Estou (ainda) empregado. Mas não suporto trabalhar sob ameaça, produziria muito mais com a segurança do que com a flexi e como eu existem muitos mas parece que quem manda não percebe isso. São coisas para os nórdicos, que aqui não interessa nada e nas próximas eleições ganham os mesmos ou os irmãos gémeos porque a maioria continua a eleger pela simpatia (aparente) ou pela lábia esquecendo as acções do passado desses partidos.

Enfim deitamo-nos na cama que preparamos.

Desejo a todos os revoltados desta vida um Feliz Ano Novo e que 2008 seja bem melhor que 2007.

Coloquem aí na lista de desejos da passagem de ano, a redução do déficit, o controlo da inflação, o aumento das exportações, a redução da despesa pública, o aumento da cobrança de dívidas fiscais, a ver se se esgotam as desculpas deste bando de dromedários que nos governam para não se focarem naquilo que realmente interessa.

Cumprimentos

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